Carta Aberta à Mulher Motociclista
- contato.nórdica´s

- 8 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Falar sobre a mulher é um desafio por muitos motivos. Ela é um ser multifacetado, dono de uma energia que surpreende, de uma força que se molda às circunstâncias e de uma aparente fragilidade que, na verdade, encanta e confunde.
Uma energia que levanta debates, que questiona seu espaço no mundo e que, ao mesmo tempo, gera vida. Vida que conhece e se reconhece nela, guiada por um amor incondicional — o mais lindo, generoso e eterno.
Uma força que a impulsiona a seguir em frente diante de qualquer desafio. Não porque ela sempre compreenda a extensão do seu poder, mas porque ser forte é uma necessidade em um mundo que tenta limitá-la. E, com essa força descomunal, ela reivindica sua existência e afirma, sem hesitação: "Meu lugar é onde eu quiser."
E a fragilidade? Essa é apenas um disfarce. A mulher só se permite parecer frágil porque conhece bem sua própria força. E, ao fazer isso, dá uma trégua a si mesma, permitindo que o oposto se aproxime — mas sempre nos seus próprios termos.
Então, a você, mulher que pilota sua moto: pilote sua vida como quiser.
Ame quem quiser, como quiser.
Viaje, trabalhe, lidere, cuide e permita-se ser cuidada. Siga pilotando sua própria história, enfrentando curvas perigosas que, no fim, apenas dão sabor à jornada. Vá em linha reta, ou se quiser, vá na contramão das expectativas.
A mulher que pilota sua moto não quer brigar com ninguém — quer apenas seguir sua estrada. Quer amizades leais, quer rodar ao lado de outras mulheres que entendem que, juntas, sua força é indescritível. Pois, quando suas energias se encontram, uma ilumina a outra, e nenhuma solta a mão de ninguém.
O que parece fragilidade, na verdade, é estratégia. É a forma sutil com que essas mulheres incríveis mostram ao mundo que não precisam ser temidas, mas sim reconhecidas e respeitadas.
E assim, estrada afora, elas seguem — livres, fortes e imparáveis.








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